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O desbaste florestal é o que mais benificia o equilíbio de carbono
18/5/2009 09:57:36
 

A coleta de biomassa por meio de desbastes parece causar pouco impacto no equilíbrio de carbono das florestas. Mesmo com poucas árvores, a floresta absorve a mesma quantidade de dióxido de carbono do que antes de ser desbastada. O que mais afeta o equilíbrio de carbono é a extração final e dos danos causados por tempestades. Assim afirma Achim Grelle, um professor associado da SLU, a universidade sueca de Ciências da Agricultura.

 

O pesquisador Achim Grelle trabalha no Departamento de Ecologia da SLU em Uppsala, Suécia. Grelle diz que o dióxido de carbono atmosférico é o que mais ameaça o clima da terra e que as florestas têm a capacidade única de absorver o dióxido de carbono do ar e armazená-lo na biomassa e no solo. O armazenamento de carbono produzido no solo pode, no entanto, constituir uma ameaça ao meio ambiente quando se separa e libera gases estufa.


Os espinhos e as folhas absorvem dióxido de carbono pelo processo de fotossíntese, embora as plantas e o solo também liberem por meio da respiração. O equilíbrio entre a fotossíntese e a respiração determina se as floretas absorvem ou liberam dióxido de carbono a longo prazo. De acordo com Grelle, não é fácil estimar o carbono armazenado nas florestas, embora com medidas de fluxo modernas feitas na atmosfera é possível ver que as florestas têm capacitação decisiva em se o resultado final é a liberação ou absorção de dióxido de carbono para ou da atmosfera. Esse resultado depende de como as florestas são tratadas. A coleta de biomassa por meio de desbastes parece causar pouco impacto no equilíbrio de carbono das florestas. Independente do número reduzido de árvores, a floresta restante pode absorvera mesma quantidade de dióxido de carbono que antes do desbaste, já que a redução da demanda simultânea por recursos ambientais limitados beneficia a vegetação.


Além disso, as árvores extraídas retém o conteúdo de carbono por vários anos, como toras em estruturas de madeira, substituindo, cedo ou tarde, combustíveis fósseis. A extração final e preparação do solo criam grandes áreas de terra com pouca vegetação. Após uma extração deste tipo, o armazenamento de carbono no solo começa a se separar e o dióxido de carbono é liberado na atmosfera; e são necessários vários anos para que o crescimento de uma nova vegetação atinja novamente uma absorção total de dióxido de carbono. Um cenário ainda mais catastrófico são os danos causados pelas tempestades. Com esses danos, quase toda a vegetação mais ampla é destruída e o solo é devastado pelo desenraizamento violento de árvores e outras plantas. Esse tipo de dano pode liberar o dobro da quantidade de carbono do que a extração final.

 

Fonte: Revista Just Forest - Internatinal Magazine nº 1 - 2009, pag 07


 
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